quinta-feira, 25 de novembro de 2010

BATUCAJÉ É DESTAQUE EM ITAÓCA


Batucajé em Itaóca

Apresentação em Itaóca


Descontração 1
Momento de Descontração em Itaóca 2
Varadouro

Varadouro Rio Ribeira
Varadouro
Varadouro
Visita ao viradouro

Lara, Miltão e o parceiro Jorge

Lara e Miltão(Artesão, compositor, sambista de Itapeva)

Pedrinho batrera em show em Itaóca

Batucajé e Sinhá Ana

Batucajé e a comunidade

Batucajé em Iporanga- Serra
Sarau na Rua Ponto de Cultura Coisas da Prosa(Iporanga)

Batucajé almoçando em Iporanga

O Grupo Batucajé do Vale esteve presente nas comemorações do aniversário da cidade de Itaóca no Alto Vale no Ribeira.O grupo foi destaque na noite do dia 20 de Novembro aniversário da cidade com canções do cotidiano popular na voz do cantador Antonio Lara e poemas interpretados pelo poeta Julio Costa .
O espetáculo teve momento marcante com homenagem ao dia 20 de Novembro, dia de Zumbi dos Palmares, na semana da consciência Negra.
Porém antes, na cidade de Iporanga, o Grupo participou de comemorações da semana da consciência no Ponto de Cultura Prosa na Serra, no bairro da Serra. O grupo realizou Sarau popular na praça diante do Ponto de Cultura durante feira comunitária.Já em Itaóca o grupo desfrutou de momentos marcantes como encontro com a artesã patrimônio da cultura popular do Vale, Sinhá Ana, interou-se com moradores, com artistas e artesãos presentes na feira na praça da cidade.No domingo o grupo visitou as corredeiras do Viradouro lugar em que o Rio Ribeira afunila num dos mais belos espetáculos da natureza.
O Grupo agradece a hospitalidade e o respeito que foi tratado em Itaóca e Iporanga e enaltece que a cultura ainda esta muito viva nas terras do Ribeira.


















terça-feira, 16 de novembro de 2010

BATUCAJÉ ENCERRA A FESTA DO ROBALO COM TRIBUTO À CULTURA CAIÇARA





O Grupo Cultural Batucajé encerrou a festa do Robalo na Barra do Ribeira de forma brilhante, com uma apresentação que empolgou o público que viajou nos poemas e causos e se emocionou com as canções que evidenciam o cotidiano caiçara, e a relação desse povo com o meio ambiente.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

BATUCAJÉ NA XVI FESTA DO ROBALO DA JURÉIA




O grupo Cultural Batucajé do Vale é uma das atrações da XVI Festa do Robalo da Praia da Juréia em Iguape, Barra. O grupo se apresentará no dia 13 de Novembro às 20 horas.

domingo, 31 de outubro de 2010

A CAÇADA




Essa história aqui começa a cerca de dez décadas, conforme veio Até mim através das gerações, onde a prosa era bem quista sem nenhum estupor e um causo bem contado , esse sim tinha seu valor. No tempo que antece as telecomunicações, dizem que era época santa, final de quaresma, reuniram a cachorrada, no farné farinha branca e carne tratada, sairam em ruma de uma caçada.
As matas eram dez vezes mais fechadas e os bicho se abatia tal qual à apreciação, depois de certa caminhada o grupo se dividio de acordo com a cachorrada, cada um tomou destino de trepeiro, seva adiantada.
Assim se viu compade Izaltino e mais dois companheiros no alto do trepeiro, o ato intolerante da espreita é a virtude de bom caçador, paciente, junto à lamparina de carboreto, cheiro expressivo e espingarda em punho. O outro grupo tomara seu destino e já não se ouvia o ladrar dos cães, o silêncio da mata era absoluto, tal qual a penumbra de noite estendida sem lua. As horas passavam e nada de bicho, sequer um movimento, nada. De repente ouve-se na distância um
som indecifrável, qualquer coisa como tambores, caixas, adulfos, sim, música, era música. Compadre Izaltino crente da estranheza de tal fato indagou junto aos companheiros:
-Cês tão ouvindo o que eu tô, ou a marvada da cachaça me pegô desprecavido?
Os campanheiros também surpresos confirmavam que ouviam, acenando com a cabeça. Agora o som variava, as vezes mais nítido, outra vez menos audível, mas trazia a impressão clara do que quer que fosse se aproximava. Compadre Izaltino manteve-se impassível enquanto os companheiros depois de chamarem por Bom Jesus despencaram do trepeiro e partiram em disparada. De onde viria a tal música, num sertão desabitado?
não se sabia, mas o medo e a curiosidade tomaram conta do compadre que permaneceu quieto no trepeiro.
Pouco a frente ele já avistava um grupo carregando tochas de fogo, logo atrás vinha outro grupo de negros e negras, tocavam e dançavam uma espécie de congada ao som contagiante de uma música que encantava. Passaram pela picada sob o trepeiro sem olhar para cima, depois de alguns minutos desapareceram com toda a luz e som. Compadre Izaltino controlando a tremedeira balbuciava credos e outras rezas. Passado o susto desceu do trepeiro e rumou para a choupana .
Por muitos e muitos anos relatou tal episódio, foi motivo de chacota, "conversa de caçadó" diziam, porém nunca mais até o dia de sua morte, isso para muitos ,gerou espanto, se aventurou em caçada em época de dia santo.
Julio Cesar da Costa

sábado, 30 de outubro de 2010

O CANTO DA MINHA SERRA











Nois gostava da serra, nas fuga, se embrenhava na mata, lá pras bandas da Capuava.
Os antigo tinham muitas estória, muitos mistérios que acercava essas mata.
Eu ouvia, desdenhava, inté caçoava, até que um dia eu me aventurei sozinha na meio da mata
da Pedra Branca, desapercebido andava na trilha e batia com um lasca de madeira que achei no caminho em tudo quanto é tronco de árvore grande, coisa de criança.Pois num é, que de repente eu deparei com um coisa, meio visagem meio gente, meio bicho, logo veio na minha cabeça.
É Pai-da-mata! , ele me perguntou com voz de trovoada:
- Tu tem fumo pro meu pito?
- Tenho não, respondi com voz tremendo.
-Então porque me apertubou,apontando para o pedaço de pau que eu carregava .Emudeci, ele deu as costas e num salto sumiu, nunca mais caçoei das estórias dos antigo, e tinha sempre de algibeira um naco de fumo, bem tratado, por conta de qualquer ocasião especial. Nunca mais deparei com Pai-da-mata.
Nos veeiros, nas vertentes, nos corguinhos e nos ribeirões nunca faltava água , era de fartura,
lá na cachoeira as rezadeiras conversavam com Nanã e Oxum, elas falavam as língua das águas, nois num entendia , mas eu gostava.Ali mesmo na cachoeira tinha muita pedra preta, os antigo chamava pedra ferro, nois batia uma contra outra , elas faiscavam, as veis eu e os minino na boca da noite saia e se escondia na capoeira, já quase escuro, quando passava gente nos batia as pedra que fuzilavam faisca, quem quer que fosse corria, e nois na farra se ria, depois tudo virava estória de visage, de sulfragente, alma penada, o povo tinha muita crença, e se valia na fé!
Hoje a água ta acabando, a mata ta tombando, diz que inté Pai-da-mata foi pra cidade, virou xamã. Como faz falta o canto daquela minha serra.
JULIO CESAR DA COSTA

domingo, 15 de agosto de 2010

BATUCAJÉ NA VI VIOLEIRA DE VOTORANTIN




BATUCAJÉ SE APRESENTA NA SEXTA FEIRA AS 19 HORAS

NO PROSA NA MESA .


sexta-feira, 13 de agosto de 2010

BATUCAJÉ NA FESTA DO MAR DE CANANÉIA


BATUCAJÉ DO VALE MARCA PRESENÇA NA
FESTA DO MAR DE CANANÉIA
DIA 22 DE AGOSTO ( DOMINGO)
HORÁRIO- ÁS 20 HORAS